Dicas e Entrevistas

1 de abril de 2021

Quatro dicas financeiras furadas

Nestes momentos de pandemia, onde a ansiedade das pessoas aflora e as preocupações aumentam, principalmente para os que não têm uma renda garantida, e os boletos chegando. É neste momento que surgem “idéias” mirabolantes, que aparentemente podem parecer razoáveis, mas na realidade são dicas furadas e que devem ser evitadas. Vejamos aqui quatro delas.

Dica furada #1: Deixar atrasar as contas possíveis

Por conta da pandemia do coronavírus, algumas medidas proibiram o corte de serviços essenciais como água, luz e gás, desde março, permitindo a prorrogação de prazos de pagamento destas dívidas. Foi aí que surgiram alguns conselhos de não pagar, mesmo que tenha condições financeiras, com o objetivo de guardar dinheiro. Isso não é uma boa ideia porque esta conta vai chegar no futuro próximo e assim vai acumular nos meses seguintes à pandemia, tornando sua vida financeira ainda mais complicada. No primeiro momento pode parecer bom, mas como estas contas virão no futuro, é melhor fazer um esforço agora e evitar complicações mais adiante.

Dica furada #2: Não pagar dívidas para guardar dinheiro

Por exemplo, se o que você está ganhando mensalmente não é o suficiente para pagar as dívidas, você pode ser induzido a querer guardar para uma reserva. Alguns especialistas afirmam que sim, incluindo pagar o mínimo do cartão de crédito. Acontece que neste momento de Selic a 3% ao ano, os rendimentos deste dinheiro na reserva devem ser menores do que os juros da dívida acumulada, o que significa que você sairá perdendo e se endividando ainda mais. Recomendação ideal. Tente renegociar suas dívidas, entrando em contato com seus credores, inclusive bancos. Mostre suas condições financeiras e proponha um acordo, cujos desembolsos mensais caibam no seu orçamento. Não é tão fácil fazer acordo, mas ainda é a melhor opção para evitar complicações maiores no futuro.

Dica furada #3: Não gastar nada com lazer

Como a pandemia tem trazido muitas preocupações, por causa da queda de renda e o aumento do desemprego, as pessoas começam a focar gastos apenas no que é essencial, alimentos e remédios, e assim evitando despesas com o que é considerado supérfluo, como o lazer. Em princípio, isso parece ser aceitável, mas acontece que no confinamento a ansiedade aumenta as preocupações, de modo que alguns gastos controlados como aluguel de filmes, serviços de streaming ou delivery podem contribuir positivamente para reduzir o estresse. Uma dica é você priorizar escolhas. Vamos a um exemplo: você pode ter conta bancária em vários bancos e a cobrança vem todos os meses. Vale um filtro. Reduzir o número de pedidos por aplicativos, via delivery, pode ser uma outra estratégia e assim poder gastar um pouco com lazer.

Dica furada #4: Hora de investir na Bolsa

Como sabemos, a Bolsa de valores no Brasil, que no início do ano estava na casa dos 110 mil pontos, um recorde, sofreu em março uma brusca queda em torno de 40% chegando na casa dos 70 mil pontos, em grande parte por causa da contaminação global da pandemia do coronavirus COVID-19, que travou a produção e o consumo, em especial de bens de capital e bens de consumo durável. O único setor que foi menos atingido foi o do agronegócio e alimentos de um modo geral. Nos primeiros dias de junho, tem havido valorização da Bolsa, mas espera-se que ainda valorize muito mais. Por isso, alguns especialistas financeiros sugerem as pessoas correrem para investir na Bolsa. Por que o cuidado? Sabemos que investir na Bolsa é algo muito arriscado, de modo a não haver garantia de ganhos no futuro próximo. Tendo em vista que o cenário atual da economia é ainda de muitas incertezas, o fato de agora você poder comprar ações baratas, nada garante que você terá ganhos certos no futuro. É um risco que pode resultar em perdas financeiras de um dinheiro que seja muito necessário para a sua manutenção. A não ser se você tenha sobras suficientes e o dinheiro que você vai aplicar na Bolsa não lhe faltará para a sua manutenção. Mas se você depender destes ganhos e eles não vierem, aí, então, você deve ter cuidados redobrados.

Orientação ideal – A reserva de emergência. 

Tendo em vista que você pode perder seu emprego ou um imprevisto de saúde, recomenda-se que você deva sempre ter uma reserva de dinheiro, em torno de uns quatro meses, para atender as suas necessidades financeiras, com base nos seus gastos atuais. Se essa sua economia é vital para atender a estas emergências, sugere-se que
você não aplique em investimentos de alto risco. Neste caso, mesmo rendendo menos, mas com mais segurança, é o que você deve fazer. Assim, até a tradicional poupança, mesmo rendendo pouco, é segura.