Dicas e Entrevistas

30 de março de 2021

CORONAVÍRUS: Crise de Saúde e Econômica

Artigo escrito pelo Ph.D. em Economia, Judas Tadeu Grassi Mendes. Não há como negar a ansiedade, a perplexidade, a preocupação e a necessidade do isolamento das pessoas e de medidas econômicas governamentais, agora, sem deixar de pensarmos que no futuro próximo (algo como alguns poucos meses) os impactos econômicos e sociais serão negativamente grandes. Vivemos agora momentos de incertezas. Jamais a humanidade …

Artigo escrito pelo Ph.D. em Economia, Judas Tadeu Grassi Mendes.

Não há como negar a ansiedade, a perplexidade, a preocupação e a
necessidade do isolamento das pessoas e de medidas econômicas
governamentais, agora, sem deixar de pensarmos que no futuro próximo (algo
como alguns poucos meses) os impactos econômicos e sociais serão
negativamente grandes. Vivemos agora momentos de incertezas.
Jamais a humanidade passou por algo semelhante, de tal modo que influencia
negativamente a vida das pessoas e o mundo dos negócios, com consequências
ainda incalculáveis.

CRISE DE SAÚDE: Depende de nós
O que se sabe agora é que temos que limitar ao máximo o contato social, ou
seja, as pessoas têm que se isolar, ficando em casa, para reduzir drasticamente
o contágio. Afinal, sabe-se que quanto menor o contato entre as pessoas,
menor é a disseminação da doença e dessa maneira maior é o número de vidas
preservadas e menor o impacto sobre o sistema de saúde.
Em outras palavras, é fundamental que cada um de nós se conscientize e
colabore efetivamente ficando em casa, pois só assim serão necessárias menos
medidas restritivas por parte dos governos e menores serão os impactos
negativos sobre a economia e os negócios.
Esta é a maior lição que aprendemos da China (cuja população deu uma
demonstração de total comprometimento, se isolando) e da Itália (cuja
população ignorou na fase inicial, e assim a doença se propagou
exponencialmente, tendo já ultrapassado o número de mortes na China.

CRISE ECONÔMICA: Medidas paliativas
Os governos brasileiros e de todos os demais países atingidos estão tomando
medidas econômicas que na verdade são apenas paliativas, ou seja, com o
objetivo de encarar a grave situação, reduzindo os impactos, sem, contudo,
resolver o problema. Por exemplo, antecipar o pagamento de metade do 13º
para aposentados e pensionista do INSS ajuda apenas minorar o problema,
mas não resolve.
O mercado financeiro continuará instável, com grandes quedas (já atingiu algo
como 40% e pode ainda cair mais). A expectativa é que daqui para a frente as
possíveis quedas tendem a ser em magnitude bem menor, com tendência a se
estabilizar, mas em baixa. A maior incerteza é a de que ainda não atingimos o
fundo do poço.

Ao que parece, só entraremos num momento de alívio lá por setembro, ou seja,
a maratona é longa, pois o pior ainda está por vir, em abril e maio.

E OS NEGÓCIOS NO PÓS CORONA?
Além das medidas tomadas pelo governo federal e alguns bancos são ainda
insuficientes. Infelizmente, medidas ainda mais impactantes devem ser
tomadas porque haverá muitas pressões do lado das empresas como, por
exemplo, fechamento das escolas, shopping centers, academias e assim por
diante. Aumentar as linhas de crédito para estas empresas, em especial, as
pequenas, é fundamental. Uma outra ação seria a de moratória total das
dívidas sendo postergadas. Trata-se de sobrevivência. Os cinco maiores bancos
brasileiros (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa), que tiveram
lucros de R$ 102 bilhões em 2019, têm fôlego e condições para ajudarem muito
mais. Infelizmente, muitos pequenos negócios poderão fechar suas portas, com
um aumento no desemprego, que já tem um contingente de mais de 12
milhões de pessoas. É possível que tenhamos estagnação no PIB, ou seja,
crescimento zero. Em outras palavras, não está fácil a vida dos empresários e
dos trabalhadores. Precisamos ser muito criativos para sobreviver e voltar a
crescer. Otimismo ajuda.

Judas Tadeu Grassi Mendes